Ao apresentar nesta quinta-feira (16) o balanço da sua gestão à frente da Assembleia legislativa, em um café da manhã no Salão Júlio de Castilhos, o presidente da Casa, Luís Augusto Lara (PTB), comemorou a economia de R$ 148,9 milhões em 2019. Ele disse também que o Parlamento está distribuindo o “peso” da reforma do Estado entre todos os poderes. Pelo acordo entre as maiores bancadas, Ernani Polo (PP) assume a presidência a partir de 2 de fevereiro.

“Embora pareça que a crise não tenha chegado ao Legislativo, pelo menos do ponto de vista financeiro, estamos fazendo a nossa parte. Tanto que fizemos a maior economia da história do Parlamento. Estamos devolvendo ao Executivo cerca de R$ 149 milhões, que vão para o caixa único do Estado, para que o governo possa utilizá-lo para debelar a crise”, avaliou Lara. 

O petebista ainda vai ter, pelo menos, um grande desafio à frente da presidência: conduzir a votação do pacote de projetos que alteram as carreiras e a Previdência dos servidores públicos estaduais. O chefe da Casa Civil, Otomar Vivian (PP), que acompanhou o evento, confirmou que o governador vai convocar sessões extraordinárias entre os dias 27 e 31 de janeiro. Para Lara, o objetivo deve distribuir o impacto das reformas encaminhadas pelo Palácio Piratini – inclusive, a do funcionalismo.

“Estamos fazendo essa reforma com o cuidado para que ela não pese demais sobre uma ou duas categorias, para que não pese apenas sobre professores e profissionais da segurança pública. Compartilhamos o peso da reforma com os próprios deputados, que extinguiram a previdência (especial dos deputados), o auxílio-mudança (limitado apenas aos parlamentares em primeiro mandato), diminuíram diárias, valores com indenização veicular”, iniciou Lara. 

Ele prosseguiu: “Também compartilhamos o peso com outros poderes, com os quais a Assembleia fez os questionamentos e enfrentamentos necessários. Por exemplo, os parlamentares votaram pela extinção do pagamento dos honorários de sucumbência aos procuradores do Estado. Além disso, questionamos os aumentos autoconcedido pelos Tribunal de Justiça aos desembargadores e juízes do Rio Grande do Sul, além de congelarmos o orçamento dos poderes e órgãos autônomos”.

Via: RSS Feed

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