• Atualizada em – Globo Esporte / Vasco TV

Em vídeo postado pela Vasco TV com o intuito de fazer esclarecimentos, o presidente Alexandre Campello fez um pronunciamento. Campello tratou do interesse em Dedé, do Cruzeiro, e das negociações com Fredy Guarín, por exemplo.

Confira os tópicos:

Dedé

A gente sabe qual é o valor do salário do Dedé. Existe uma diferença grande entre aquilo que ele recebia nesse contrato e o que a gente pode pagar. Uma vez que ele esteja livre, rescindindo o contrato com o seu atual clube, existe o interesse claro do Vasco, mas sempre dentro desse nosso planejamento de manutenção de folha salarial enxuta.

Fredy Guarín

É um atleta que caiu nas graças da torcida, é qualificado, se identificou muito com o clube. O Vasco tem total interesse na sua manutenção.Mas ainda temos uma diferença entre aquilo que o clube propõe e o que o atleta entende como sendo o necessário para que ele renove o contrato.Obviamente a gente ainda nutre a expectativa de renovar com o jogador. Estamos mantendo conversas com o seu procurador. Quem sabe com um pouco mais de flexibilidade de lá e de cá a gente consegue chegar a um denominador comum?

Divergência na gestão

Queria deixar bem claro que são divergências, ao meu ver, pequenas. Acho que em 95% de tudo que se faz no clube, havia uma convergência entre as minhas ideias e de toda a equipe de gestão. Essa divergências giram em torno do orçamento do futebol. Uma das coisas que fizemos foi controlar o custo do futebol, nós conseguimos reduzir o custo em 2018.

Em 2019, iniciamos a temporada com a ideia de manter a folha ali por volta dos R$ 4,2 milhões líquidos. E aí no meio do campeonato, com as dificuldades que o time apresentou, a gente foi obrigado a investir um pouquinho mais até para preservar o clube na Primeira Divisão, entendendo que a queda do Vasco para a Segunda Divisão seria extremamente prejudicial ao nosso projeto de recuperação financeira.

Reduzir a folha sim, mas sem correr riscos de queda

Como o futebol implica na maior parte do custo do clube, havia um entendimento por parte das pessoas que estão no financeiro que deveria haver um corte radical no futebol. Até concordo que a gente mantenha um orçamento baixo com o futebol, mas esse orçamento não pode ser tão baixo que comprometa a manutenção do clube na Primeira Divisão. Isso eu não abro mão.

Havia uma proposta para que a gente baixasse a folha para R$ 3,3 milhões, eu insisti que deveria ser em torno de R$ 4 milhões. Entendo que essa diferença não deve ser encarada como gasto, mas como investimento. Com uma equipe mais qualificada, você tem premiações maiores no Brasileiro, na Copa do Brasil, na Sul-Americana. Você consegue uma fidelidade maior do sócio-torcedor, que também vai trazer recursos. Então acho que essa diferença facilmente se paga a partir dessas receitas.

A gente tem que pesar até onde se pode arriscar. E sinceramente eu acho que um investimento de R$ 4 milhões ou R$ 4,3 milhões para o futebol não é um grande investimento, mas é suficiente para você ter uma certa garantia da manutenção do clube na Série A e brigando do meio da tabela para cima.

Investimento de R$ 3,3 milhões significaria não renovar nenhum dos contratos daqueles que venceram e não trazer nenhum reforço. Ou seja jogar basicamente com aqueles que ficaram e as divisões de base. Eu concordo que temos que usar a nossa base, que é forte, mas a gente não pode colocar toda a expectativa em cima dos meninos, porque eles precisam de tempo para amadurecer.

Redução do elenco

Nós dispensamos vários jogadores no fim do ano, trabalhamos para emprestar alguns jogadores que não seriam utilizados. Eu tenho o compromisso de manter essa austeridade, mas acho que deveríamos contratar de maneira pontual, como foi o Germán Cano, talvez trazer mais um jogador de meio, mais um zagueiro. De maneira pontual, sem extrapolar. Mas sempre preservando aquilo que é mais caro, a manutenção do Vasco na Série A.

Redução da dívida

Desde que assumimos o clube em 2018, nós procuramos manter uma austeridade muito grande no que diz respeito à recuperação financeira do clube. Desde o início buscamos reduzir os custos, e eles foram muito bem controlados nos anos de 2018 e 2019. Isso não é insuficiente, porque existe um endividamento muito grande, que era da ordem de R$ 680 milhões, conseguimos baixar para algo em torno de R$ 580 milhões ao final do ano.

E essa dívida bate à porta todo dia, ela compromete o nosso caixa. Por mais que a gente produza

Clique no play e assista.

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